Crónica de Maurício do Vale no CM - Ser ou não ser (Português)

Ser ou não ser (português)

Badajoz, tal como Olivença, deve muitíssimo aos portugueses. Na década de 50, à velha praça acorriam aficionados lusitanos, fundamentais nas enchentes e que muitas pesetas gastavam.

Até hoje, é importante o número de portugueses que ali se deslocam às corridas. Respeitando os muitos méritos dos empresários espanhóis, Portugal ‘fez’ Badajoz e Olivença à custa dos aficionados.

Por tudo isso, não se pode aceitar mais que os cartéis ignorem os nossos mais apurados matadores e novilheiros. A porta que abriram aos aficionados, porque ajudavam aos cofres, tem de ser aberta aos toureiros da nossa terra. De há cinco anos para cá, tem havido jovens portugueses que triunfam no Equador, Venezuela, México, Peru, França e Espanha, nas pouquíssimas oportunidades que conseguem.

Porque não em Badajoz e Olivença? E se os aficionados nacionais dessem uma de patriotismo e, em protesto, ignorassem as vizinhas praças? Ser ou não ser (português), eis a (verdadeira) questão…

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