Paulo Jorge Santos à Conversa com o “Pátio de Quadrilhas”


Paulo Jorge Santos à conversa com o “Pátio de Quadrilhas”
Corria o dia 26 de Setembro de 1975 quando nasceu o cavaleiro tauromáquico Português Paulo Jorge Santos em Lisboa, tendo vindo a apresentar-se em Alhandra a 28 Outubro de 2000, vindo seis anos mais tarde a tirar a sua alternativa de cavaleiro profissional na praça de Santarém concedida pelas mãos de Rui Salvador seu padrinho.



P.Q. – Quando e qual foi o momento em que sentiu que queria ser cavaleiro tauromáquico?
P.J. S. – Tudo começou por volta dos meus cinco a seis anos de idade quando acompanhava o meu pai às corridas de toiros embora já estivesse ligado aos animais que havia lá por casa, e á noite depois das corridas ia para a cama e sonhava que um dia seria eu a pisar as arenas como cavaleiro.

P.Q. – Tem conseguido alcançar os objectivos a que se propôs quando decidiu ser cavaleiro?
P.J.S. – Na verdade sim, tenho alcançado alguns dos objectivos pois já toureei em algumas praças importantes não só em Portugal como em Espanha e França, muito embora isso já tenha acontecido o que me deixa extremamente feliz e contente mas o que quero mesmo é ser figura do toureio pois é para isso que trabalho todos os dias com afinco e dedicação.

P.Q. – Ao actuar tão pouco em Portugal não acha infrutíferas as horas que passa a treinar? Pois acaba por não poder mostrar todo o seu valor e valentia nas praças Portuguesas voltando-se mais para o mercado Espanhol.
P.J.S – Na verdade não acho infrutíferas, porque gosto muito de montar a cavalo e ao mesmo tempo aproveito e sempre vou treinando, muito embora toureie pouco em Portugal sempre vou conseguindo fazer o que gosto (tourear) lá por fora (Espanha, França) o que me deixa menos afectado por não acontecer mais vezes em Portugal.

P.Q.- Então o porque de lidar tão pouco em Portugal?
P.J.S. – Talvez se deva ao facto de ter um apoderado para Espanha, e ainda não ter nenhum em Portugal, poderá ser essa uma das razões porque toureio menos em Portugal.

P.Q. – O que gostava que muda-se na actual situação da festa brava em Portugal, e porque?
P.J.S. – Eu acho que a festa brava em Portugal se encontra num óptimo momento, por isso acho que se deve mudar pouca coisa.

P.Q. – Qual o apoio que a sua família lhe tem dado nesta profissão de dureza e ausência?
P.J.S. – A minha família tem tido um papel muito importante ao apoiar-me incondicionalmente e sem reservas pois sem eles era completamente impossível chegar até onde cheguei embora ainda não seja o que ambiciono, porque, são eles que me ajudam e eu gosto de retribuir com triunfos.

P.Q. – Qual o balanço que faz da sua temporada de 2011?
P.J.S. – Foi uma temporada muito positiva actuei em 20 espectáculos (17 em Espanha / 3 em Portugal), entre os quais algumas feiras que começam a ter alguma visibilidade, mas também por ter estreado alguns cavalos novos o que me dá uma satisfação pessoal enorme pois vejo o fruto do meu trabalho, nesses cavalos.

P.Q. – Quais as suas expectativas para a futura temporada?
P.J.S. – Espero que seja melhor, ou pelo menos igual a esta ou seja, com mais contratos e com mais triunfos para dignificar o nome de Portugal e poder consolidar o meu nome como toureiro.

P.Q. – O que gostava de dizer que ainda não tenha dito?
P.J.S. – Gostava de exprimir que estou muito feliz com a quadra de cavalos que tenho, e que eles (cavalos) corresponderam em pleno às minhas expectativas durante toda a temporada.

P.Q. – E a quem gostava de agradecer por algo que tenha feito por si?
P.J.S. – Gostava de agradecer principalmente aos meus pais (por tudo o que têm feito por mim, desde que abracei esta profissão tão dura) à minha irmã e a todos aqueles que sempre me apoiaram. UM MUITO OBRIGADO A TODOS ELES!

Ao Paulo Jorge Santos queremos (“Pátio de Quadrilhas”) agradecer pelo tempo disponibilizado ao responder às nossas questões.
E aproveitamos para lhe desejar uma temporada de 2012 cheia de muitos e bons triunfos.


Entrevista – Carlos Caetano

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