29 de julho de 2017

Crónica da Corrida de Salvaterra de Magos - 28 de Julho de 2017


Salvaterra e a “Toirada Real”

A praça de touros de Salvaterra de Magos, esgotou na anunciada corrida de Gala à Antiga Portuguesa. No camarote assistiram à corrida, Suas Altezas Reais D. Duate Pio Duque de Bragança, e Dona Isabel Herédia, tendo os mesmos sido o alvo dos brindes da noite. Está de parabéns, mais uma vez a empresa de Rafael Vilhais.

O cartel, composto pelos cavaleiros, Luis Rouxinol, João Moura Jr., e João Ribeiro Telles Jr., deixava antever boa competição. Para pegar a corrida, foram chamados os Amadores de Alcochete e os de Salvaterra. Com touros da ganadaria de Veiga Teixeira, adivinhava-se noite dura para os das jaquetas das ramagens.

LUÍS ROUXINOL

Coube ao cavaleiro de Pegões, o melhor e pior dos Veiga Teixeira. No primeiro da noite, andou a gosto. Colocou curtos regulares e de boa nota. No seu segundo, o pior da noite, para além de “mansarrão”, não investia. Luis Rouxinol, mostrando toda a sua arte e saber, esteve por cima. Contornou as dificuldades impostas pelo oponente, e fez com que o manso desse uma boa lide. Algo reservado a grandes toureiros, como é o caso de Luis Rouxinol. Só assim, passados trinta anos, continua nos lugares cimeiros do “escalafon”.

JOÃO MOURA JR.

No seu primeiro da noite, Moura, andou correto, mostrou bom toureio. Sem no entanto deslumbrar. No segundo foi igual a sim próprio. Ladeou e bateu ao piton contrário, como estamos habituados a ver, deixando boa ferragem, e rematando com piruetas na cara do oponente.

JOÃO RIBEIRO TELLES JR.

Se no seu primeiro do lote, andou sem muito brilho, tudo mudou na segunda parte da corrida. No seu segundo, Telles arrimou-se. Fez uma boa lide, vindo a crescer em cada ferro. Levando o publico a aplaudir de pé, nos seus três últimos ferros. Telles citou com emoção. Citou curto e bateu ao piton contrário, levando emoção às bancadas. Boa atuação do cavaleiro da Torrinha.

FORCADOS AMADORES DE ALCOCHETE
Não sendo uma noite de facilidades, os rapazes de Alcochete, estiveram bem.
João Machacaz e Pedro Viegas, pegaram à primeira tentativa. Já António Manuel Cardoso só conseguiu ao terceiro intento.

FORCADOS AMADORES DE SALVATERRA
As oportunidades, sempre se ouviu dizer, são para agarrar “com unhas e dentes”. Pois bem, esta máxima não foi assimilada pelo grupo da casa.
Além disso, algumas atitudes em praça, nomeadamente do primeiro ajuda, ficam muito mal. Tal como o seu cabo Nilton Milho, devia ser mais interventivo em situações que mereciam um líder e condutor de homens.
Carlos Travessa “Manitas”, pegou à terceira tentativa. O segundo toiro do lote dos de Salvaterra, foi “vivo” para os curros. Depois de inúmeras tentativas, e a verdade seja dita, de muita falta de vontade. Tendo o ultimo, sido cernelhado por Nilton Milho e Ramiro Sousa. Curiosamente o mais pesado, mas que pelas suas características, teria proporcionado que os de Salvaterra tivessem limpo a imagem. Mas onde estava o grupo?

Foi a corrida bem dirigida por Lourenço Lúzio.

António Costa Pereira (Tô Pe)
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