31 de maio de 2016

Crónica da Corrida da Feira de Maio na Azambuja - 29 de Maio de 2016

Forcadagem Salva a Corrida
No passado dia 29 de Maio de 2016 pelas 17 horas, a vila ribatejana da Azambuja recebeu a sua tradicional corrida de toiros integrada na sua centenária e castiça feira a anual de maio, feira integrada no XVII mês da Cultura Tauromáquica.

A praça encheu-se até meio numa tarde de sol e calor para ver o cartel que era composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol, Tito Semedo e pela cavaleira Sónia Matias que disputaram o troféu para a melhor lide a cavalo tendo repartido o cartel com os Grupos de Forcados das Azambuja, Cascais e do Redondo que disputaram o troféu para a melhor pega frente a toiros das Ganadarias Herd. Camarate, João Ramalho, Irmãos Dias, Varela Crujo, Gregório Oliveira e Santiago que disputaram entre si os troféus Bravura e Apresentação.

O cavaleiro Luís Rouxinol foi o primeiro a entrar em praça e mostrou que vinha com ganas pra arrecadar mais um troféu mas teve pela frente um oponente que em nada facilitou o seu labor pois que se refugiou em tábuas nos terrenos dos curros e de lá não queria sair tendo mesmo sofrido dois toques e foi a custo que o cavaleiro de Pegões lhe cravou os ferros possíveis, mas que viria a ser o melhor da tarde achou por bem não dar volta á arena, no seu segundo toiro vinha com a ideia de apagar a imagem da sua anterior prestação e o que se passou foi de algum modo insólito pois que o cavaleiro tentava cravar os ferros e estes partiam-se no momento da cravagem, no final do seu tempo de lide consegui cravar ainda dois, três ferros mas sem grande expressão, não foi das melhores tardes para o Luís, mas outras melhores se seguiram.

A Tito Semedo saiu-lhe em primeiro lugar o toiro que viria a ganhar o troféu bravura a qual o cavaleiro não consegui dar a lide adequada, mostrou-se nervoso e pouco concentrado vindo mesmo a sofrer aparatosa queda na cara do toiro que só não foi mais grave porque o toiro preferiu investir contra o cavalo depois tentou emendar-se mas já não foi a tempo, no seu segundo melhorou um pouco mas não consegui-o muito mais, também não foi feliz.

Sónia Matias tentou andar no seu habitual registo alegre e combativa no seu primeiro mas faltou-lhe por aquele ferro para dar o “clik” e ir mais além por isso acabou com uma atuação normal, no seu segundo limitou-se a colocar os ferros conforme pode pois que o toiro não permitiu mais que isso deixando a cavaleira desapontada de tal forma que chegou a perguntar a uma pessoa da plateia que por acaso era o sr. José Dias ganadero do touro que Sónia lidava se este queria a bandarilha para a ir cravar, depois de este ter dito que a sua atuação era uma vergonha. Não foi bonito de parte a parte, ainda mais sendo ambos os dois intervenientes no espetáculo.
Sónia não foi feliz na Azambuja mas certamente que o será numa outra praça de Portugal.

Para a pegar os toiros saltaram à arena pelos da Azambuja os caras João Costa (à 2ª tent.) e Renato Pereira (à 1ª tent.), pelos de Cascais foram Ventura Doroteia (à 1ª tent.) e Paulo Loução (à 1ª tent.) e por fim pelos do Redondo foram caras o cabo Hugo Figueira (à 1ª tent.) e Joaquim Ramalho lesionou-se à sua 1ª tent. e foi dobrado por Rui Grilo que se lesionou á sua 2ª tent. e que por sua vez foi dobrado por Carlos Cabral que concretizou a sesgo na sua 1ª tent. (à 4ª tent. entre todos os que tentaram concretizar a pega e que saíram lesionados).

No geral os forcados foram os triunfadores da tarde com destaque para o pegão de Ventura Doroteia e uma boa pega do Grupo da Azambuja que deu direito a chamar a dar volta ao primeiro ajuda, o cabo André Letra.

Os toiros no seu geral saíram todos para o manso e complicados destacando-se o da Ganadaria de Santiago que saiu menos manso.

A embolação e ferragem esteve a cargo da equipa de Luís Campino, que teve uma tarde onde saíram alguns ferros de menos boa qualidade na atuação de Luís Rouxinol.

A corrida foi dirigida e bem pelo Diretor Rogério Joia que foi assessorado pela Veterinária Dr. Claudina Tomé e pelo Cornetim João Ferreira que se estreou nestas andanças.

Prémio Melhor Lide - Deserto (Ninguém Ganhou)
Justifica-se pelo que se passou na arena tanto que os cavaleiros aplaudiram a decisão, mas se havia um troféu em disputa que o entregassem ao que tinha estado menos mal e a meu ver teria que ser para o Luís Rouxinol

Prémio Bravura- Ganadaria Santiago (Foi o menos Mau)
Bem atribuído

Prémio Apresentação- Gregório Oliveira
Bem atribuído.

De registar o bonito gesto que a empresa teve ao pedir que se guarda-se um minuto de silencio em memória do conhecido João Preceito campino falecido dias antes.

E agora em jeito de desabafo e sabendo que para a próxima a empresa promotora do espetáculo nos pode impedir a entrada com as habituais creditações para os órgãos de comunicação, só quero dizer que estavam apenas e só 4 fotógrafos na teia e um camaramen, porquê razão nos mandaram para a bancada não que tenhamos estado mal instalados mas não havia assim um tão grande numero de fotógrafos que não se arranja-se um acesso à trincheira para a nossa fotógrafa.
Mas que havia lá gente a mais havia e que depois vieram para as bancadas com senhas ao peito vieram, talvez seja para a próxima.

Com este desabafo só quero mostrar um pouco da minha indignação e devo dizer também que nada me move contra a empresa promotora do espetáculo.

Carlos Caetano (Cajó)
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