29 de janeiro de 2015

Antigo Novilheiro (Carlos Pimentel) Lamenta Paragem da E. T. da Azambuja

O antigo novilheiro da Azambuja Carlos Pimentel deu uma entrevista ao jornalista Miguel António Rodrigues do jornal Valor Local onde questiona o porque da paragem da Escola de Toureio da Azambuja (Poisada do Campino) o que lamenta visto a Azambuja ser uma terra de muita aficion e de onde já saíram nomes de relevo do toureio a pé nacional.
O que a nós nos deixa intrigados é o porque desta entrevista numa altura em que já foi anunciado nos meios de comunicação social do meio que a escola vai retomar a sua actividade sob o comando de Ernesto Manuel antigo bandarilheiro e peão de brega, ou será que é para tentar desestabilizar o projecto desde o inicio do seu recomeço ou isto será outras guerras que nada tem a ver com a Escola e simplesmente atingir pessoas ligadas a Escola.

“Carlos Pimentel, antigo novilheiro de Azambuja, lamenta que a Escola de Toureio da Poisada do Campino esteja atualmente em stand-by. O antigo novilheiro azambujense fez questão de expressar o seu desalento em entrevista ao nosso jornal, dias antes de ter subido ao palco para receber o troféu Excelência/Valor Local no âmbito da gala anual do Grupo Desportivo de Azambuja. Este ano o Valor Local associou-se, pela primeira vez, à iniciativa juntando o seu nome a uma das categorias mais prestigiantes desta gala.

Carlos Pimentel que já foi professor da Escola de Toureio de Azambuja lamentou o estado a que chegou a festa brava na associação, referindo que embora afastado da atividade da mesma, sabe que “é do conhecimento geral que a escola de toureio está parada”. Todavia acrescenta não saber as razões que levaram a tal estado de coisas. Carlos Pimentel diz que “é lamentável o ponto a que chegámos” enaltecendo, em contraponto, o trabalho levado a cabo nos últimos anos por quem esteve à frente da escola.

Aliás Carlos Pimentel lamentou, igualmente, o tratamento dado às antigas glórias do toureio azambujense. O antigo novilheiro deu como exemplo o que se vai fazendo em Vila Franca de Xira com o clube taurino, que vai lembrando os seus, quando Azambuja “esquece muitas vezes aqueles que levaram bem alto o seu nome nos quatro cantos do mundo.”

Carlos Pimentel destaca que Azambuja é conhecida pelo seu toureio a pé através dos nomes de Ana Maria, Manuel Tavares e outros, que “até há algum tempos atrás iam sendo lembrados pela tertúlia ‘Velha Guarda’ de Lourenço Luzio, que por motivos pessoais deixou de levar a cabo muitas das iniciativas que fazia.”

Uma das formas de homenagear os muitos toureiros e aficionados poderia passar segundo Carlos Pimentel, pelo facto de tornar “mista” a corrida de toiros da Feira de Maio. “Nunca percebi porque não se o faz”. O antigo novilheiro considera que dado o facto de Azambuja ser uma terra com uma larga percentagem de praticantes de toureio a pé, impunha-se a realização de uma corrida mista: “Era o mínimo que se podia fazer. Contam-se pelos dedos, as corridas mistas que aqui se fizeram”. Para o antigo novilheiro, essas corridas podiam levar à promoção de novos valores “porque se não houver um incentivo, um ídolo, ou algo que prenda a atenção dos jovens, estes acabam por perder o interesse e ignorar a festa brava”.

Carlos Pimentel exerceu a atividade profissional de novilheiro entre os anos de 1970 e 1975. Iniciou a aprendizagem do toureio sob a orientação de António Salema no ano de 1965. Apresentou-se pela primeira vez em público, em Azambuja no ano de 1967. Fez prova de novilheiro na sua terra natal por ocasião da Feira de Maio. Toureou em todas as praças de toiros do país, da Madeira e dos Açores. Despediu-se como profissional em Azambuja no ano de 1975, regressando em 1981. Despediu-se definitivamente no ano de 1999, toureando pela última vez na praça de toiros de Azambuja, num festival de homenagem ao povo de Azambuja.

Miguel António Rodrigues
29-01-2015”
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